É moçada, este Pico do Agudo não é fácil...
O Pico Agudo fica entre os Municípios de Sapopema e São Jerônimo da Serra. Saindo de Londrina, após passar a cidade de São Jeronimo, entra-se à direita (um pouco antes da Cidade de Sapopema), em direção ao distrito “Lambari”. Se você não passar pelo ônibus abaixo, você está no caminho errado, pois sempre está lá...
Siga em frente sempre a direita até a fazenda, a entrada é logo após esta placa, e cobram R$10,00 por carro. .
| o modelo é o Medalha... |
Entrando na Fazenda pela lateral tem um caminho, siga em frente até a casa do Sr. Livercino e dona Tereza, que moram pé do Pico, pessoas acolhedoras e simpáticas. No caminhos encontrarás: riozinho no meio da estrada, porteiras, pó e pozinho, mas vale muito a pena a trip, mesmo que não se chegue ao topo.
A vista do Pico é maravilhosa, da casinha simples e humilde.
A trilha ideal para chegar ao cume é a que segue a direita, passando ao lado de um cerca de arame farpado. Depois de passar pela mata, quando a cerca fizer uma curva para direita, siga para a esquerda, a trilha é mais ou menos limpa, é fácil identificar, suba sem medo de ser feliz...
Duas vezes, quase lá....
Pois é quase lá por duas vezes... Um belo final de semana, saímos de Londrina pelas 14:30, chegamos na Casa do Sr. Livercino pelas 16:00 e começamos nossa escalada... Estávamos em 10 pessoas (eu, Bruna, Luciano, Leandro, Renan, Medalha, Fernanda, Lia, Rodrigo e Cho), a intenção era subir e dormir no pico.
Mas, todavia, porém.... Começamos a escalada, e antes de chegar na metade já tínhamos parado muitas vezes que falta faz um bom preparo físico que o diga D. Fernanda que a pressão caiu e tivemos que ficar parados para sua recuperação e assim continuarmos a subida, claro que foi escurecendo, pensamos em ficar acampados na mata, mas a vontade todos era enorme em prosseguir e seguimos viagem, montanha acima. Foi ficando cada vez mais escuro e a dificuldade aumentando, fomos subindo apenas com a ajuda das lanternas, quem nem todos os integrantes tinham a sua.
Chegou em um ponto que as pessoas que estavam na frente (Rodrigo e Renan) disseram que não dava para ir mais, era a "pedra da desistência", já aproximava-se das 21hrs, quando resolvemos voltar pois era impossível saber onde ir, em meio a tamanha escuridão, estava ficando perigoso. uma pedra rolou montanha abaixo, e foi um grande susto, na escuridão não dava para correr, não sabíamos onde ir, a sorte que ela passou do lado... Ufa, todos salvos... Hora de descer... Voltamos e acampamos no meio da mata... jantamos Miojo e lanches, tomamos wisky quente com energético para dar uma animada, alguns beberam vinho quente rsrsrsrs, tudo era quente. Alguns detalhes melhor ocultar, depois do wisky quente, vish!
Na manha seguinte, não tínhamos coragem de tentar outra vez e voltamos, passamos antes no Salto das Orquídeas, em Sapopema para nos refrescar, mas nos divertimos muito, apesar de um pouco frustados e muito perrengue, algumas imagens compensaram as dificuldades... Prometemos que voltaríamos em breve...
A segunda Aventura...
Juntamos uma galera novamente, no feriado de 7 de setembro, desta vez sem alguns integrantes da primeira aventura, mas com alguns novos integrantes, fomos em 15 aventureiros (de pé: Paulo, Fábio, Gi, Edivaldo, Bruna, Gustavo, Lia, Luciano, Caique, Rodrigo e Caio. Agachados: Renan, Eu e Cris Fotografo: Leandro)
Desta vez, resolvemos sair mais cedo, chegamos na casa do Sr. Livercino por volta das 11hrs da manhã. Conselho: Nunca vá neste horário, o sol castiga. Iniciamos a jornada, confiantes que chegaríamos lá... O sol estava literalmente queimando, mas fomos subindo devagar, parando (estava cedo), subimos, subimos e subimos... confesso que eu estava bem atrás, pois estava capenga e outras pessoas do grupo também... Eis que nossos amigos (Rodrigo, Renan, Fábio, Caio e Caique) que estavam na frente chegaram na "pedra da desistência", lá encontraram mais dois rapazes que também não conseguiram encontrar o caminho para prosseguir, voltaram e disseram que não era a trilha que devíamos voltar... Na hora bateu aquela decepção, misto de tristeza e cansaço. Mas, fazer o que, não dá não dá e nós voltamos mais uma vez :(
Descemos até a Mata e fizemos nosso almoço...
Enquanto descansávamos, desceu dois rapazes que tinham subido, e disseram que o caminho era aquele mesmo, na pedra tem uma fenda, esta fenda é a "chave da alegria", é só passar por ela e continuar subindo... Puts, pela segunda vez estávamos pertinho... Nossa força jovem resolveu tentar : Rodrigo, Renan, Caio, Caique e Fábio. Porém, a maioria não tinha mais ânimo e resolvemos ir embora mesmo... Penso ser eu, a pessoa que ficou mais triste naquele momento que vi que eles subiriam, mas não tinha mais forças, segurei as lágrimas, engoli meu choro, balancei a poeira... e que venha a próxima... Pois, não desisto fácil não!!! Partimos, desejando que nossos amigos alcançassem o TOPO... e os danadinhos conseguiram... O lugar é lindo, e vale todo perrengue!!!
Nós voltamos, e advinha paramos em um bar no Distrito Lambari para esperar os meninos voltarem... lugarzinho da hora... hummmmm a coxinha é divina!!! Pedi uma coca, e o dono do bar perguntou: uma latinha? eu: não, 2 litros mesmo... Detalhe eu estava sozinha neste momento, ele fez uma cara pra lá de engraçada, deve ter pensado: "essa está com sede mesmo"! Confesso, depois de uma dessa, apenas uma coca cola geladíssima mataria minha sede. Pessoas simpáticas do lugar, todos passavam e cumprimentavam, como se conhecesse a gente... Muito papo e conversa jogada fora...
Nossos heróis chegaram perto das 19h, creio eu e partimos para o Camping do Salto das Orquídeas (10,00 por pessoa, muito caro pela má conservação das instalações). Armamos nossas barracas, tomamos banho (o banheiro não é lá grandes coisas, mal conservado, água friaaaaa, mas naquele momento até uma poça de lama serviria. Estávamos bem precisados rsrs... ), comemos nossos lanches, e não teve muito papo... o cansaço dominou, e todos foram dormir... Levantamos cedo e fomos explorar o "Salto"... Uma beleza, esculpida pela natureza...



Fizemos uma grande amiga a "Simba" ou "Nina", não sei ela recebeu vários nomes, a cadela era um espetáculo.. e onde íamos, ela nos seguia... desceu e subiu todas as quedas conosco...
Aproveitamos bem o dia e voltamos para casa, alguns, como eu, com aquela sensação que o dever não foi cumprido... Sim, voltaremos... e agora já temos nossos guias, da próxima com certeza chegaremos lá...
Cansadinho, né Fábio?
A ia me esquecendo, nesta Expedição o Marley também queria ir, olha a carinha dele no carro, do lado das mochilas, antes de sairmos...
é assim, Logo vamos de novo, o caminho não é por esta estrada limpinha viu, e logo ali pela direita pelo mato mesmo... "Agudo se apronte, que vamos lhe explorar"....

